terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Balbúrdia PoÉtica 6

Balbúrdia PoÉTICA 5

Dia 5 Abril – 2025 – 16

música.teatro.poesia

com textos/poemas de:

Ademir Assunção + Artur Gomes + Clarice Lispector + Ferreira Gullar + Paulo Leminski + Torquato Neto + Viviane Mosé

Convidado: poeta e escritor César Augusto de Carvalho

*

em vampiro goytacá

canibal tupiniquim

todas nós somos vampiras


numa página a gente transa

noutra página a gente pira


Irina Serafina 


Na Academia Campista de Letras

Parque Dr. Nilo Peçanha – Jardim São Benedito – Campos dos Goytacazes-RJ

 

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 99815-1268 – zap

@fulinaima @artur.gumes

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entredentes 3

https://www.youtube.com/watch?v=5iNTY8trOxs

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Amanhã 28 de março, 190 anos da cidade de Campos dos Goytacazes, e a partir das 18h na Academia Campista de Letras, encontro para discutirmos a próxima edição do FDP.

 

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NOMINATA DA MOSTRA VISUAL DE POESIA BRASILEIRA

Cabo Frio (RJ) 2025

 

Adão Ventura + Ademir Assunção + Al-Chaer + Angel Cabeza + Armando Liguori Junior + Aroldo Pereira + Artur Gomes + Belchior + Caetano Veloso + Carlos Barrozo + Carmem Salazar + Celso de Alencar + César Augusto de Carvalho + Clara Baccarin + Dalila Teles Veras + EuGênio Mallarmè + Federika Lispector + Federico Baudelaire + Ferreira Gullar + Gigi Mocidade + Irina Sefarina + Jorge Ventura + José Facury Heluy + Jidduks + Jurema Barreto + Karlos Chapul + Lau Siqueira + Lira Auxiliadora Lima de Castro + Luis Turiba + Mário Faustino + Mário Quintana + Martinho Santafé + Marcelo Atahualpa + Mônica Braga + Nicolas Behr + Noélia Ribeiro + Oswald de Andrade + Paulo Leminski + Pastor de Andrade + Regina Pouchain + Ricardo Vieira Lima + Rosana Chrispim + Rúbia Querubim + Sady Bianchin + Sílvio Prado + Sebastião Nunes + Sérgio de Castro Pinto + Simone Bacelar + Silvana Guimarães + Tanussi Cardoso + Torquato Neto + Tchello d’Barros + Wélcio de Toledo + Yara Fers + Zhô Bertholini + Viviane Mosé

 

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@mail.com

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Balbúrdia PoÉtica 5 

Acabo de ler todo o roteiro da Balbúrdia PoÉtica 5 que me foi enviado por Rúbia Querubim. Não pensem um Sarau, pensem uma Oficina de Poesia, como uma proposta de criação e interpretação, num roteiro com textos/poemas de Admir Assunção, Artur Gomes, Clarice Lispector, Paulo Leminski, Torquato Neto, Ferreira Gullar e Viviane Mosé.

Da forma que consigo entender  a Balbúrdia PoÉtica 5 é um ensaio para a montagem do espetáculo poético/teatral : “O sax no som da palavra dentro do poema”, onde o músico Dalton Freire vai criando intervenções sonoras dentro de algumas palavras quando faladas ou cantadas por algum ator/atriz do elenco. A mistura de linguagens e temáticas, o foco no desbravamento do tempo em que vivemos, pode nos remeter ao Mário Faustino, em “O Homem E Sua Hora”. Mas podem nos remeter também a fatos recentes como os atentados do 8 de janeiro de 2023, ou outros durante a pandemia que seifou 700 mil vidas de brasileiros. Mas o tempo também é um ser erótico nos poemas de Viviane Mosé quando afirma  que: “o tempo anda passando a mão em mim/acho que o tempo anda passando/o tempo anda/ e por falar em sexo quem anda me comendo é o tempo.”

Federika Lispector

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O tempo vai passando e sem poemas

eu fico sem problemas

até que do entre os peitos começam abismos

e de cada uma das mãos uma saudade.

Dos pés um espaço vazio

 

Estou começando a estar aprisionada

de poemas

e poemas gostam de vibrações.

Não de emoções

que são sempre  excessivas e vazias,

mas vibrações

que é também o estado das emoções

antes de terem nome

e conceito.

 

Preciso de palavras, eu penso.

Preciso  deixar falar

O rio de letras em meu corpo.

Ai tudo se completa em etapas.

Tudo se encaixa e retrai. Tudo amor.

 

Viviane Mosé

do livro desato

2006


 moinhos de vento

 

por tanto tempo

por tanta escrita

por tanta carta

sem respostas

nossos moinhos de vento

muito além da mesa posta

 

ainda trago em mim

tuas mãos

tuas coxas

tuas costas

 

a tua língua

entre os dentes

em ex-camas que não tivemos

em madrugadas expostas

 

e tua fome era tanta

em tudo o que não fizemos

nesse teu corpo de santa

naquele tempo de bestas

na caretice de bostas

 

Artur Gomes

Do livro O Poeta Enquanto Coisa

2020

*

Eu sonho poema

 

Tem quem sonha

Em preto e branco

Tem quem sonha

Videoclipe

Tem quem sonha

Filme mudo

Tem quem sonha

Tela de cinema

 

Eu sonho poema

 

Armando Liguori Junior

do livro A Poesia Está Em Tudo

 2020

*

Calor dentro

Calor fora

 

Quarenta graus

à sombra

Assombra

 

Tua mão quente

sobre o seio meu

 

hora ígnea

ante o olhar

de Prometeu

 

Noélia Ribeiro

do livro Espivitada

2017

Balbúrdia PoÉtica 5

Dia 5 – Abril – 2025 – 16h

Campos VeraCidade

música teatro poesia

Academia Campista de Letras

Parque Dr. Nilo Peçanha

Jardim São Benedito

Campos dos Goytacazes-RJ

textos/poemas de:

Ademir Assunção + Clarice Lispector +Paulo Leminski + Ferreira Gullar + Artur Gomes + Federika Lispector + Torquato Neto + Viviane Mosé 

*

Artur Gomes

 Jogo de Dadaísta

não sou iluminista/nem pretender

eu quero o cravo e a rosa

cumer o verso e a prosa

devorar a lírica a métrica

a carne da musa

seja branca/negra

amar/ela vermelha verde

ou cafusa

eu sou do mato curupira carrapato

eu sou da febre sou dos ossos

sou da lira do delírio

e virgílio é o meu sócio

pernambuco amaralina

vida leve ou sempre/vida severina

sendo mulher ou só menina

que sendo santa prostituta

ou cafetina

devorar é minha sina

profanar é o meu negócio

 

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https://www.youtube.com/watch?v=szABRGqMqH8


Mostra Visual Poesia Brasileira

Exposição retrospectiva

Múltiplas PoÉticas

17 Maio – 20h – na programação da Balbúrdia Poética 6 – em Cabo Frio

com a Poesia de:

Tanussi Cardoso + Lau Siqueira + Wélcio de Toledo + Sérgio de Castro Pinto + Tchello d´Barros + Jidduks + Ademir Assunção + Torquato Neto + Paulo Leminski + Noélia Ribeiro + Aroldo Pereira + Jorge Ventura + Ricardo Vieria Lima + Angel Cabeça + Luis Turiba + César Augusto de Carvalho + José Facury + Artur Gomes

 

 muito mais – aguardem mais informações

  

- tem chá tia

- com anis

- sem anis tia

 

Lira Auxiliadora Lima de Castro

 

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Balbúrdia PoÉtica

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Olhos de olhar pra dentro

Tinha uns olhos que não eram olhos,
eram tardes de chuva miúda
dissolvendo a cidade em espelhos,
estradas sem pressa,
trens que voltam e nunca chegam.

Os olhos dela sabiam de tudo,
das mortes pequenas nos quintais de infância,
dos tremores que moram no fundo do peito,
da poeira que dança no sol das manhãs.
Sabiam até quando ele mentia.

Olhos que pesavam o silêncio,
que liam cartas não escritas,
que ficavam parados, tão quietos,
mas sabiam voar.

E ele, que só tinha palavras tortas,
quis aprender com os olhos dela
a ver as coisas que não se dizem.

Simone Bacelar
Salvador (não lembro a data


Balbúrdia PoÉTICA 5

Dia 5 Abril 2025 – 16

música teatro poesia

Academia Campista de Letras

Parque Dr Nilo Peçanha – Jardim São Benedito – Campos dos Goytacazes-RJ

 

Pois bem, o dia está chegando e eu estava tenso, preocupado com uma resposta que aguardava, pois se ela não viesse a tempo, ou fosse negativa, o roteiro para a Balbúrdia precisaria sofrer alterações quase aos 45 minutos do segundo tempo. Corria esse risco. Mas eis que a reposta positiva me chegou:

Viviane Mosé me autorizou a utilizar no roteiro poemas de sua autoria. Conheci Viviane e sua poesia, em 2002, quando ela venceu o IV FestCampos de Poesia Falada com o poema; Receita Para Lavar Palavra Suja. Em 2002 ainda a trouxe a Campos para o projeto Terças Poéticas que era realizado pelo SESC Campos. Feliz Dia

Ale´m dos poemas de Viviane Mosé no roteiro da Balbúrdia PoÉtica 5 – tem poemas minha autoria  mais:  Ferreira Gullar, Paulo Leminski e Torquato neto.

 

Artur Gomes

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 99815-1268 – zap

@fulinaima @artur.gumes

*

     Balbúrdia PoÉtica 5

Dia 5 Abril 2025 16h

na Academia Campista de Letras

Parque Dr. Nilo Peçanha

Jardim São Benedito - Campos dos Goytacazes-RJ

 

nem ingênuo nem inocente

                Marielle Presente

 

hoje já sei o que vai ser

ensaio com o elenco

até um novo dia amanhecer

 

Fulinaimagem

1

por enquanto

vou te amar assim em segredo

como se o sagrado fosse

o maior dos pecados originais

e a minha língua fosse

só furor dos canibais

e essa lua mansa fosse faca

a afiar os verso que ainda não fiz

e as brigas de amor que nunca quis

mesmo quando o projeto

aponta outra direção embaixo do nariz

e é mais concreto

que a argamassa do abstrato

por enquanto

vou te amar assim admirando o teu retrato

pensando a minha idade

e o que trago da cidade

embaixo as solas dos sapatos

2

o que trago embaixo as solas dos sapatos

bagana acesa sobra o cigarro é sarro

dentro do carro

ainda ouço jimmi hendrix quando quero

dancei bolero sampleando rock and roll

pra colher lírios há que se por o pé na lama

a seda pura foto síntese do papel

tem flor de lótus nos bordéis copacabana

procuro um mix da guitarra de santana

com os espinhos da rosa de Noel

 

Artur Gomes

do livro: Juras Secretas –

Litteralux - 2018

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https://www.instagram.com/p/DHfxt75OIOJ/


              Balbúrdia PoÉTICA 6

17  Maio – 2025 – 20h

Usina4 Casa das Artes

Rua Geraldo de Abreu, 4

Cabo Frio-RJ

Mostra Visual : Poesia Brasileira

42 anos vestindo poesia brasil afora

 

Arte do chá

 

ainda ontem

convidei um amigo

para ficar em silêncio

comigo

ele veio

meio a esmo

praticamente não disse nada

e ficou por isso mesmo

 

Paulo Leminski

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mais poesia de: Artur Gomes + José Facury + Rúbia Querubim + Lady Gumes + Federika Lispector + Irina Severina + Martinho Santafé + Artur Kabrunco + Ferreira Gullar + Mônica Braga + Marcelo Atahualpa + EuGênio Mallarmè + César Augusto de Carvalho + Celso de Alencar + Ferreira Gullar + Torquato neto +Simone Bacelar + Federico Baudelaire

“jurei mentiras

e sigo sozinho

assumo os pecados

Os ventos do norte
Não movem moinhos
E o que me resta
É só um gemido

Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minh'alma cativa

Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo

E o que me importa
É não estar vencido”

 

Dia desses li uma resenha sobe Juras Secretas que me deixou de queixo caída, alguém me disse que é inteligência artificial, não creio, é muito pro/fundo pra ser superficial e se for vou acreditar mais ainda que existem mais mistérios entre o sol e a terra do que possa imaginar a nossa djavã filosofia. Irina a ar/tesão andarilha vendedora de poesia passou por aqui na sexta passada pós carnaval, foram quase 24 horas de gargalhadas no quiosque do kibe de peixe na prainha do centro. Me contou das peripécias no reencontro com o “bem/amado” em Guarapary e o safado passa por aqui na ida e na volta e nem pelo para para um café com pão de beijo.

 

Rúbia Querubim

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Macaé

Para Martinho Santafé

e Fernando Marcelo

in memória

 

Macaé

quantas vezes

mergulhei em imbitiba

quando era uma praia porreta

hoje não dá mais pé

e desfilei no boi capeta

com Marinho Santafé?

 

quantas vezes

poesia falada pelos bares da cidade

quanto mais significa

enquanto Fernando Marcelo

em seu jornal paralelo

expunha as questões do ambiente

da lagoa de imboacica?

 

no carnaval de 85

com máscara

de tancredo no rosto

travestido de lelê

pra dançar no tênis clube

e entrevista na tv

tudo visto tudo posto

 

enquanto isso

um rock in rio primeiro

com strip-tease de Péris Ribeiro

imitando o ACDC

para desvenda pedra do rock

em noites boêmias por aqui

 

no Palácio do Urubu

teatro música performer

poesia em exposição

e Sandra Wait me disse

logo assim que me ouviu

isso aqui está bem a cara

da bandeira do Brasil

um estandarte em procissão

 

e então Macaé

quantas vezes bebemos todas

quantas vezes tragamos todas

quantas vezes vestimos todas

poesia em comunhão ?

 

Artur Gomes

San Francisco de Itabapoana – 17 março 2025

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             todo

sábado

me

esqueço

me

entorto

enlouqueço

desconcerto

amanheço

 

Artur Gomes

arte: Claudia Lobo 

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dia internacional da poesia

Todo Dia É Dia D

Poesia Todo Dia

 

poesia do corpo

 

nasce entre a carne a medula o sangue a nervura da alma e a escridura dos ossos onde posso dizer o que sinto posso sentir o que posso nem sempre a palavra vale quanto pesa nem sempre um poema cabe pleno numa reza palavra as vezes fica perdida na memória não flui no consciente em complemento da história


nem tudo que é belo

angra

a flor do mangue

ainda sangra 

 

Artur Gomes

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 brazilha

 

1968

tantas  vezes

estive nessa ilha

que não é de vera cruz

muito menos santa

assim mesmo

abracei a catedral

para beijar seus mortos

mesmo sem crer em salvação

nos canteiros de obra

durante a sua construção

 

Artur Kabrunco

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 64

 

Não era de Vênus 
a cor do sol do meio dia
Afro-dite 
negras eram nuvens
acima o mar num céu de estanho
chumbo metal pesado
no couro cru da carne viva 
ferrugem  corroendo ossos
botas   pontiagudas 
patas de cavalos cuspindo coices
no calabouço do asfalto

esporas sangrando corpos
abrindo cadafalsos

na noite 31 de março
madrugada  primeiro de  Abril

 

Artur Gomes

O Poeta Enquanto Coisa

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jura não secreta 19

 

fulinaimicamente ereto

eu nasci concreto

 

quero dizer que ainda arde

tua manhã em minha tarde

a tua noite no meu dia

tudo em nós que já foi feito

com prazer inda faria

 

quero dizer que ainda é cedo

inda tenho um samba-enredo

e tudo em nós é carnaval

é só vestir a fantasia

 

quero ser teu mestre-sala

e você porta/bandeira

quando chegar na quarta-feira

a gente inventa outra fulia

 

Artur Gomes

Juras Secretas

Editora Litteralux – 2018

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uma quadrilha armada

tomou o país de assalto

jogou brazilha no asfalto

com o beijo da amante prostituta

enlamearam os 3 palácios

:

planalto alvorada jaburu

o desejo era lamber botas

da américa do norte

para que ela se apodere

da américa do sul

 

Artur Gomes

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Balbúrdia POÉTICA 5

1º de Abril  – 2025 – 14 às 16h

No Stand da ACL

12ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes-RJ

 

Deus não joga dados

mas a gente lança

sem nem mesmo saber

se alcança

o número que se quer

 

mas como me disse mallarmè

:

- vida não é lance de dedos

A vida é lança de dardos

Deus não arde no fogo

                   mas eu ardo

 

Artur Gomes

Poema do livro Pátria A(r)mada  

Desconcertos Editora – 2022

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18/02/2025

PGR finalmente denuncia

os genocidas fascistas

da quadrilha bolsonarista

 

já podeis

da pátria, filho

ver demente

a mãe gentil

já raiou a liberdade

em cada cano de fuzil

salve lindo

fuzil que balança

entre as pernas

a(r)madas da paz

a gripezinha

era a certeza esperança

de um genocida

imbecil incapaz


pan(demônica)

 

passeio os pés descalços sobre covas rasas

contando ossos no poema exposto

                           no sujeito do objeto

tudo isso exposto nesse papo reto

                          segue o passo norte

não leio cartas de suicídio

nem decreto de hospício

na tentação que me conforte

quero matar o genocídio

          pra não morrer antes da morte 

 

Artur Gomes

do livro Pátria A(r)mada

Desconcertos Editora - 2022

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lady minha amada

me deixou fora da cama

a fama

lhe subiu pela cabeça

mas antes que ela esqueça

vos digo

quem foi o primeiro

a lhe oferecer abrigo?

quem foi o primeiro

a lhe dar carinho

e encher o seu aquário

de peixinhos?

 

Federico Baudelaire

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DialÉtica

 

um dia desses

não quero ser Paulo Leminski

nem dançar como Nijinski

ou escrever feito Pessoa

numa boa

quero voltar a Curitiba

e sair da pindaíba

escancarar o Beleléu

quero ouvir Carlos Careqa

esse - Filho de Ninguém

e botar fogo no céu

onde o anjo diz: Amém!

quero ser o Nego Dito

ou será o Benedito

do Itamar da Assumpção

um dia desses

quero ser um João Gilberto

e quem sabe Caetano

pra cantar em Salvador

quero ser um Pai de Santo

fazer de Lys a minha flor

um dia desses

quero ser um Celso Borges

quero ser um Cláudio Willer

quero ser Eliakin

um Ademir Assunção

quero ser sempre Plural

estar sempre em profusão

um dia desses

quero ser Zeca Baleiro

pra dançar Boi no Terreiro

com Salgado Maranhão

 

Artur Gomes

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PoÉtica Fulinaímica

 

fulinaimicamente falando

dar - é se doar

emprestar a voz

a quem está mais necessitado

                                  do que nós

quem quiser que pense o que quiser

escrevo no instinto do animal que sou

esteja onde estiver

venha o que vier

posso ser um homem

ou emprestar a voz

      a uma mulher profana qualquer  


Lady Carnavalha Gumes

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linda homenagem de Angel Cabeza à poeta Maria Tereza Horta

 

O mundo não precisa de nós, mas nós precisamos do humano.

Ontem, foi-se mais uma expoente, dessa vez a portuguesa Maria Teresa Horta, brava lutadora.

Combateu a ditadura com a maior e mais forte de todas as espadas, a poesia.

*

Morrer de amor

 

Morrer de amor

ao pé da tua boca

Desfalecer

à pele

do sorriso

Sufocar

de prazer

com o teu corpo

Trocar tudo por ti

se for preciso

*

Arrebatada

 

Ninguém me castra a poesia

se debruça e me põe vendas

censura aquilo que escrevo

nem me assombra os poemas

Ninguém me apaga os versos

nem me amordaça as palavras

na invenção de voar

por entre o sonho e as letras

Ninguém me cala na sombra

deitando fogo aos meus livros

me ameaça no medo

ou me destrói e algema

Ninguém me aquieta a escrita

na criação de si mesma

nem assassina a musa

que dentro de mim se inventa

Ninguém me cala na sombra

deitando fogo aos meus livros

me ameaça no medo

ou me destrói e algema

Ninguém me aquieta a escrita

na criação de si mesma

nem assassina a musa

que dentro de mim se inventa

 

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O sax na voz da palavra dentro do poema

*

o impulso aqui não é pouco o espírito grita dentro do corpo deliro feito louco de tanta sede e fome como quem não vive em paz como quem não come há muitos séculos atrás

*

em armação de búzios

tenho um amor sagrado

guardado como jura secreta

que ainda não fiz para laís

em teus cabelos girassóis de estrelas

que de tanto vê-las o meu olho vela

e o que tanto diz onda do mar não leva

da areia da praia onde grafei teu nome

para matar a sede e muito mais a fome

entranhada na carne como flor de lotus

grudada na pele como tatuagem

flutuando ao vento como leve pluma

no salgado corpo do além mar afora

sargaço em tua boca espuma

onde vivem peixes - na cumplicidade

do que escrevo agora

*

concepção produção e direção

*

Artur Gomes

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

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@fulinaima @artur.gumes

ainda estamos aqui 

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*

Balbúrdia PoÉtica 6

Balbúrdia PoÉTICA 5 Dia 5 Abril – 2025 – 16 música.teatro.poesia com textos/poemas de: Ademir Assunção + Artur Gomes + Clarice Lispector + F...